Ele acordou com o vento frio batendo em seu rosto, o sol acabara de nascer. Mas nessas regiões do mundo o dia mais claro poderia ser a noite mais escura, e disso ele sabia bem. Conhecia tanto dessas terras quanto à si mesmo, trilhas, velhas árvores que estavam ali antes das montanhas serem montanhas, valas, rios, lagos, abrigos naturais, animais, plantas, entre outros seres que ali viviam, mas em sua eterna brincadeira de se esconder, seres que ele preferia não manter contato, mesmo com muitos lhe dizendo serem bem intencionados.
Ao despertar, olhou em direção ao ponto mais claro do céu, era lá que o sol estava expondo seus raios mais quentes. Pensou em sair de seu abrigo, mas não obteve êxito em se levantar, o frio da noite deixara suas pernas dormentes, mas logo passaria. Ficou o mais perto possível das brasas que restaram de uma pequena fogueira que fizera antes de dormir, para afastar animais que espreitam na noite, e se manter aquecido durante a gélida noite.
Sua caçada continuava sem êxito. Estava seguindo o rastro de um cervo há dias, mas por algum motivo os rastros sumiram, como se alguém os tivesse desfeito. Não era o único caçador que estava em uma busca cansativa por uma caça que durasse algo mais que um mês, e o cervo que perseguia era grande e forte, duraria um bom tempo se soubesse usar a sua carne da forma certa, pois caçar coelhos já não lhe dava tantos lucros como outrora, os coelhos se tornaram tão escassos, que o preço de sua carne muito apreciada nas aldeias abaixo das montanhas, subiu de forma surpreendente.
Era um caçador da montanha, um dos poucos que se aventuravam em viagens mais distantes para buscar uma boa caça, e assim como os outros, ele era mau visto pelos povos dos vilarejos, diziam que os homens que caçavam naquelas regiões eram ladrões, assassinos, mercenários. Haviam outras coisas para que os moradores os vissem de forma tão desdenhosa, eles não se misturavam, não conversavam nada além do necessário, não iam aos vilarejos senão para trocar uma parte de sua caça por suprimentos que pudessem durar por um longo tempo.
Homem alto, de pele parda, porém se tornara pálida com o tempo, a luz do sol se perdeu de seus olhos e não se via mais rastros da mesma nem em sua pele. Aparentava ter cerca de trinta e cinco anos, mas sua aparência enganava os muitos que lhe viam, ele era mais novo do que parecera. Alto, com cabelos que chegavam a cobrir suas orelhas, barba demasiada grande para o normal. Tinha um olhar penetrante e desconfiado, seus olhos escuros nunca o enganaram e sempre o ajudaram a dicernir certo e errado, de acordo com seus próprios conceitos e valores. Nunca confiou em ninguém, e sua frieza perante os acontecimentos de sua vida o tornaram um homem que ao ver dos demais era apenas como um lobo solitário, na busca eterna de algo que o suprisse, uma busca incansável.
Bem, esse foi o começo do conto. Espero que gostem, e quero críticas, seja quais forem... Hail to the northern warriors!
Faça um livro, meu amor. Irei comprá-lo. /clo
ResponderExcluirAdorei, eu compro também coloca cenas de sécço /cro
ResponderExcluirInteressante, porem tudo anda rápido de mais. Mal consegui fazer o perfil dos personagens e já tava em outra ação. JJ
ResponderExcluirGostei, da vontade de ler mais. rs
ResponderExcluirDesgraçado deveria ler a "explicação" antes de falar que tudo andou rápido demais :)
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